Dez integrantes do alto escalão do Comando Vermelho foram movidos do presídio estadual para unidade de segurança máxima do estado e aguardarão envio para presídios federais, em resposta à megaoperação policial no Rio de Janeiro.

Na noite de 28 de outubro de 2025, o governo do estado do Rio de Janeiro autorizou a transferência provisória de dez presos apontados como a cúpula da facção Comando Vermelho, que estavam detidos na unidade prisional conhecida como Bangu III, para a penitenciária de segurança máxima do estado, Bangu I. mudança antecede o envio dos detentos para presídios federais — medida solicitada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e autorizada pelo governo federal.
Motivo da operação e relação com ação policial
A transferência ocorre como resposta imediata à megaoperação de segurança pública realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação envolveu milhares de agentes e resultou em confrontos intensos com forte impacto na cidade.
Segundo o governo estadual, os presos transferidos foram identificados como “responsáveis por comandar, mesmo no interior das prisões, a retaliação da facção aos ataques” ocorridos após a operação.
Quem são os presos transferidos
A lista inicial citada inclui dez nomes que são considerados de alta periculosidade e liderança dentro da organização criminosa. Entre eles: **Marco Antônio Pereira Firmino (apelidado “My Thor”), Wagner Teixeira Carlos (“Waguinho de Cabo Frio”), Rian Maurício Tavares Mota (“Da Marinha”), entre outros. Tribuna Hoje+1
O governo estadual solicitou ao governo federal quatro ou mais vagas em presídios federais para esses detentos, com o objetivo de isolar essas lideranças e fragilizar a estrutura da facção. Gazeta do Povo+1
Aspectos jurídicos e operacionais
- A transferência de presos para o sistema federal depende de autorização judicial e de trâmites específicos da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Gazeta do Povo
- A medida tem caráter provisório, com a guarda dos detentos mantida no sistema estadual até que a destinação federal esteja formalizada. Tribuna Hoje
- A ação reforça a estratégia de “desarticulação” das facções: movimentar lideranças para unidades mais restritivas busca reduzir a comunicação entre presos e a atuação criminosa externa.
Impactos para a gestão de segurança pública
Essa manobra representa um aceno à resposta imediata do Estado frente à escalada de violência percebida após a operação policial, sinalizando que o governo estadual e federal estão atuando de forma coordenada. Ainda assim, especialistas apontam desafios:
- A logística de transferência de detentos de alta periculosidade exige estrutura especializada, transporte seguro e rigor de custódia.
- A efetividade da medida dependerá de como será mantida a vigilância sobre essas lideranças dentro dos novos presídios, evitando que continuem a comandar delitos a partir da prisão.
- A comunicação entre os entes federado e estadual precisa ser fluida, garantindo que a transferência não abra lacunas para eventuais falhas de custódia ou vazamentos de informação.
Destaque Sonhei Falei:
Dez líderes da facção Comando Vermelho foram transferidos para unidade de segurança máxima no Rio e aguardam envio para presídios federais — medida emergencial vinculada à megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão.









